
As ensinanças da dúvida..
Tive um chão (mas já faz tempo)
todo feito de certezas
tão duras como lajedos.
Agora (o tempo é que o fez)
tenho um caminho de barro
umedecido de dúvidas.
Mas nele (devagar vou)
me cresce funda a certeza
de que vale a pena o amor.
(Thiago de Melo)
Eu não sabia que a disputa pelo neto seria tão grande!!
Se eu contar a vocês que fiquei meio sem jeito na frente da familia do pai do meu neto e assim ainda não peguei o meu neto, vocês acreditam?
Na verdade quem me deixou sem graça e me deixou desconfortável foi o meu genro. Tudo que eu "tentava" fazer, ele retrucava. Cruzes!!
Eu e o avô ficamos o tempo dela ter o Breno e viemos embora rapidinho!!
Vamos ver como vai ser mais pra frente. Mesmo assim, tô feliz.
Fiquei indignada com a mãe que jogou seu filho no rio. Um animal não faz isso. Ela deveria pegar prisão perpétua. Um absurdo.
Ai vai mais uma foto do Breno. Aproveito para agradecer tôdo o carinho que recebi. Vocês são demaaais.

A ARTE DE SER AVÓ
Netos são como heranças: você os ganha sem merecer. Sem ter feito nada para isso, de repente lhe caem do céu. É, como dizem os ingleses, um ato de Deus. Sem se passarem as penas do amor, sem os compromissos do matrimônio, sem as dores da maternidade. E não se trata de um filho apenas suposto, como o filho adotado: o neto é realmente o sangue do seu sangue, filho de filho, mais filho que o filho mesmo...
Quarenta anos, quarenta e cinco... Você sente, obscuramente, nos seus ossos, que o tempo passou mais depressa do que esperava. Não lhe incomoda envelhecer, é claro. A velhice tem as suas alegrias, as suas compensações — todos dizem isto embora você pessoalmente, ainda não as tenha descoberto — mas acredita.
Todavia, também obscuramente, também sentida nos seus ossos, às vezes lhe dá aquela nostalgia da mocidade. Não de amores nem de paixões: a doçura da meia-idade não lhe exige essas efervescências. A saudade é de alguma coisa que você tinha e lhe fugiu sutilmente junto com a mocidade. Bracinhos de criança no seu pescoço. Choro de criança. O tumulto da presença infantil ao seu redor. Meus Deus, para onde foram as suas crianças? Naqueles adultos cheios de problemas que hoje são seus filhos, que têm sogro e sogra, cônjuge, emprego, apartamento a prestações, você não encontra de modo nenhum as suas crianças perdidas. São homens e mulheres - não são mais aqueles que você recorda.
E então um belo dia, sem que lhe fosse imposta nenhuma das agonias da gestação ou do parto, o doutor lhe põe nos braços um menino. Completamente grátis — aquela criancinha da sua raça, da qual você morria de saudades, símbolo ou penhor da mocidade perdida. Pois aquela criancinha, longe de ser um estranho, é um menino que lhe é "devolvido". E o espantoso é que todos lhe reconhecem o seu direito de o amar com extravagância; ao contrário causaria escândalo e decepção se você não o acolhesse imediatamente com todo aquele amor recalcado que há anos se acumulava, desdenhado, no seu coração.
Sim, tenho certeza que a vida nos dá os netos para nos compensar de todas as mutilações trazidas pela velhice. São amores novos, profundos e felizes que vêm ocupar aquele lugar vazio, nostálgico, deixado pelos arroubos juvenis. Aliás, desconfio muito de que os netos são melhores que namorados, pois que as violências da mocidade produzem mais lágrimas do que enlevos.
No entanto — no entanto! — nem tudo são flores no caminho da avó. Há, acima de tudo, o entrave maior, a grande rival: a mãe. Não importa que ela , em si, seja sua filha. Não deixa por isso de ser mãe do garoto. Não importa que ela, hipocritamente ensine o menino a lhe dar beijos e a lhe chamar de "vovozinha", e lhe conte que de noite, às vezes, ele de repente acorda e pergunta por você. São lisonjas, nada mais. No fundo ela é rival mesmo. Rigorosamente, nas suas posições respectivas, a mãe e a avó representam, em relação ao neto, papéis muito semelhantes ao da esposa e da amante dos triângulos conjugais. A mãe tem todas as vantagens da domesticidade e da presença constante. Dorme com ele, dá-lhe de comer, dá-lhe banho, veste-o. Embala-o de noite. Contra si tem a fadiga da rotina, a obrigação de educar e o ônus de castigar.
Já a avô, não tem direitos legais, mas oferece a sedução do romance e do imprevisto. Mora em outra casa. Traz presentes. Faz coisas não programadas. Leva a passear, "não ralha nunca". Deixa lambuzar de pirulitos. Não tem a menor pretensão pedagógica. É a confidente das horas de ressentimento, o último recurso nos momentos de opressão, a secreta aliada nas crises de rebeldia. Uma noite passada em sua casa é uma deliciosa fuga à rotina, tem todos os encantos de uma aventura. Lá não há linha divisória entre o proibido e o permitido. Dormir sem lavar as mãos, recusar a sopa e comer croquetes, tomar café — café! — mexer no armário da louça, fazer trem com as cadeiras da sala, destruir revistas, derramar a água do gato, acender e apagar a luz elétrica mil vezes se quiser e até fingir que está discando o telefone. Riscar a parece com o lápis dizendo que foi sem querer — e ser acreditado! Fazer má-criação aos gritos e, em vez de apanhar, ir para os braços da avó e de lá escutar os debates sobre os perigos e os erros da educação moderna.
Sabe-se que, no reino dos céus, o cristão defunto desfruta os mais requintados prazeres da alma. Porém esses prazeres não estarão muito acima da alegria de sair de mãos dadas com o seu neto, numa manhã de sol. E olhe que aqui embaixo você ainda tem o direito de sentir orgulho, que aos bem-aventurados será defeso. Meu Deus, o olhar das outras avós, com os seus filhotes magricelas ou obesos, a morrerem de inveja do seu maravilhoso neto.
E quando você vai embalar o menino e ele, tonto de sono, abre um olho, lhe reconhece, sorri e diz: "Vó!", seu coração estala de felicidade, como pão ao forno.
E o misterioso entendimento que há entre avó e neto, na hora em que a mãe o castiga, e ele olha para você, sabendo que se você não ousa intervir abertamente, pelo menos lhe dá sua incondicional cumplicidade...
Até as coisas negativas se viram em alegrias quando se intrometem entre avó e neto: o bibelô de estimação que se quebrou porque o menininho — involuntariamente! — bateu com a bola nele. Está quebrado e remendado, mas enriquecido com preciosas recordações: os cacos na mãozinha, os olhos arregalados, o beiço pronto para o choro; e depois, o sorriso malandro e aliviado porque "ninguém" se zangou, o culpado foi a bola mesma, não foi, Vó? Era um simples boneco que custou caro. Hoje é relíquia: não tem dinheiro que pague.
(Raquel de Queiroz)
Cheguei de Vitória. A emoção de ver sua filha ter seu filho é muito linda.
Ele nasceu com 3.120 kg. Muito gracinha. Que Deus o proteja.
Para meus amigos queridos. Ai vai foto.



A VOLTA POR CIMA
Extrapolei os sonhos!
Vivenciei as mágoas.
Convivi com fracos, suportei os falsos.
Me mantive em pé,
mesmo com as pedras me atingindo em cheio.
Varri da alma a revolta ignóbil,
o desprezo inútil, e a descrença falsa.
Reabri meu coração à vida.
Deixei reflorescer a ternura.
Olhei em volta e para o céu sem fim...
Me conformei com o mundo,
me conformei com a vida.
Com a vida e com o mundo...
que mereci pra mim.
Obrigado, Senhor,
pela volta que a vida me fez dar.
(Autor Desconhecido)
Oi meus amigos queridos,
Vocês devem estar notando minha ausência por aqui. Os motivos são vários, mas não vem ao caso.
Para quem tem acompanhado a gravides da minha filha, o parto está marcado para dia 25. Mas como o próprio medico falou, não é matemático o nascimento de uma criança.
Quando a calmaria voltar estarei de volta contando tudinho. Deixo um beijo especial na Nadjinha, Vera, Verinha, Vania, Estrelinha, Edna, Sonia, Vick, Anne, Aninha, Lisa, Marcia, Bania, Magda, Marli, Lis, Jack, Myrian, Lilica, Rose, Marcela, Angelica, Wanda, Soul. Desculpe se esqueci algum nome.

MEU DEUS
Meu Deus, me dê a coragem de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites, todos vazios de tua presença.
Me dê a coragem de considerar esse vazio como uma plenitude.
Faça com que eu seja a tua amante humilde entrelaçada a ti em êxtase.
Faça com que eu possa falar com este vazio tremendo e receber como resposta o amor materno que nutre e embala.
Faça com que eu tenha a coragem de te amar;
Sem odiar as tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo.
Faça com que a solidão não me destrua.
Faça com que minha solidão me sirva de companhia.
Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar.
Faça com que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo.
Receba em teus braços
Meu pecado de pensar.
(Clarice Lispector)

Contagem regressiva!!
A filhota está com aquele barrigão!! O médico já marcou a cesariana para o dia 30 de janeiro, mas nesta hora a natureza segue o seu percursso natural.
Não estou nervosa, mas ansiosa para ver a carinha do meu netinho.
Mesmo vindo aqui menos, não vou deixar a galerinha sem notícias. Me aguardem!!

Oi gente amiga!
Cheguei desta cidadezinha, Vitória. Foi super alegre estar com tôdos juntos. Nossa comemoração foi simples, mas gostosa. Ficamos na praia juntos assistindo os fogos e nos abraçando. O que se bebeu e comeu não "tá no gibi".
Embora aqui entre nós, eu não acho muita graça nestas datas. Já foi tempo! Talvez seja velhice.rs.rs...O gostoso foi poder estar com tôdos filhos, genro, nora, enteados. Isso sim vale. Principalmente ver que tôdos estão com saúde.
Minha filhota está bem. Está marcada a cesariana para dia 30 deste mês.
Vocês não reparem a minha ausência por aqui. Estou naquela fase que tôdo blogueiro tem. Desanimada de abrir o meu blog. Mas não esqueço ninguém aqui. Sempre que tiver um tempinho faço minhas visitinhas para saber das novidades. Até qualquer dia e hora.

Não Corro Atrás de Borboletas
Com o tempo você vai percebendo
que para ser feliz com outra pessoa,
você precisa em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe também que aquela pessoa
que você ama ou acha que ama,
e que não quer nada com você,
definitivamente, não é a pessoa da sua vida.
Você aprende a gostar de você,
a cuidar de você e,principalmente, a gostar
de quem também gosta de você.
O segredo é não correr atrás das borboletas...
é cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar,
não quem você estava procurando,
mas quem estava procurando
por você..!"
(Mário Quintana)