
Uma mulher vai até Buda com o filho morto nos braços e suplica que o faça reviver. Buda diz a ela que vá a uma casa e consiga alguns grãos de mostarda. Mas, para trazer de volta a vida do menino, esses grãos devem ser de uma casa onde nunca morreu ninguém. A mãe vai de casa em casa, mas não encontra nenhuma livre da perda.
A parábola budista explora a lição mais óbvia e mais difícil da vida. A dificuldade de encarar o fim como parte da existência é o que faz do luto uma experiên-cia tão assustadora.
Para superar o luto, é importante não sublimar a dor. "É para doer mesmo", diz Maria Helena Bromberg. Faz bem à família se reunir para chorar, conversar sobre o assunto, olhar retratos. Os rituais também ajudam, porque a recuperação é centrada na aceitação. "O velório permite que as pessoas se despeçam e que o enlutado seja reconhecido como tal", diz ela.
O período luto-casa dura cerca de dois meses. Aí cessam as visitas e a dor costuma piorar. É quando costuma ocorrer uma tentativa de resgatar o cotidiano anterior à perda, o que é impossível. A psicóloga Clarice Pierre diz ser importante, nesse estágio, se desfazer de objetos e roupas de quem morreu, e mudar hábitos. Muita gente muda de casa, de profissão, se engaja em uma causa.
De maneira geral, leva-se de um a dois anos para "elaborar a perda", no jargão dos especialistas. Nesse período vão ocorrer pela primeira vez as datas importantes: aniversário, Natal... Se os sintomas de luto persistem, é provável que a pessoa não esteja vivendo as etapas necessárias à superação. Freud, no texto "Luto e Melancolia", compara essas duas condições que encerram "o mesmo estado de espírito penoso, a mesma perda de interesse pelo mundo externo". Só que, no luto, diz Freud, "é o mundo que se torna pobre e vazio; na melancolia, é o próprio ego". Nos dois casos, existe uma oposição à realidade. Mas, no luto, "normalmente prevalece o respeito pela realidade", ou seja: uma hora termina e a alegria se torna, ao menos, possível.
(Rosane Queiroz)
Pois é meus amigos.
No dia 20 de fevereiro vai fazer um ano que o meu amado se foi e eu ainda procuro explicações e fôrças para continuar minha vida com alegria junto aos que me amam.
Hoje foi um dia muito difícil.
Foi o dia que tive a coragem de tirar todos os seus pertences do armario e juntei em uma mala. Vou entregar a uma prima que, segundo ela, conhece um asilo de idosos bastante carentes de tudo.
Deixei uns dois casaquinhos, que não consegui me desfazer. Vou guardar de lembrança. Mas vou dizer. Dói. Ainda dói muuito. Mas tenho lido bastante para aprender a ser uma pessoa melhor e compreender mais a nossa existência aqui nesse mundinho de Deus.

Satânico é o meu pensamento a teu respeito e ardente é o meu desejo
de apertar-te em minha mão, numa sede de vingança incontestável pelo
que me fizeste ontem.
A noite era quente e calma e eu estava em minha cama, quando,
sorrateiramente, te aproximaste. Encostaste o teu corpo sem roupa no
meu corpo nu, sem o mínimo pudor! Percebendo minha aparente
indiferença, aconchegaste-te a mim e mordeste-me sem escrúpulos. Até nos mais
íntimos lugares. Eu adormeci.
Hoje, quando acordei, procurei-te numa ânsia ardente, mas em vão.
Deixaste em meu corpo e no lençol provas irrefutáveis do que entre nós ocorreu
durante a noite.
Esta noite recolho-me mais cedo, para na mesma cama te esperar. Quando
chegares, quero te agarrar com avidez e força. Quero te apertar com todas as
forças de minhas mãos. Só descansarei quando vir sair o sangue quente do teu
corpo.
Só assim, livrar-me-ei de ti, MOSQUITO FILHO DA PUTA!! '
(Drummond de Andrade)
Estou de férias curtindo o netinho. Ele se divertindo com os amiguinhos.
Assim não tenho vindo aqui no meu cantinho.
Ele esta usando o chapeuzinho marrom.
Estou com saudades das minhas amigas aqui. Nadjinha, Celinha entre muitas outras que se eu for citar os nomes a lista vai ficar grande. Aos poucos irei visitar para saber como estão passando este verão.
Aqui muita chuva e calor.



Se temos de esperar,
que seja para colher a semente boa
que lançamos hoje no solo da vida.
Se for para semear,
então que seja para produzir
milhões de sorrisos,
de solidariedade e amizade.
Cora Coralina
![castle[1].JPG](http://www.maluci.net/archives/castle[1].JPG)
Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um não. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...
(Fernando Pessoa)

Achei lindo e li com muito carinho, já que a minha memória não é das melhores. Amei.
Todos sabem que nem sempre precisamos rezar Ave Maria para falar com o nosso Deus.
Essa poesia de Fernando Pessoa me calou na alma e vou tentar iniciar um ano novo meditando do fundo do meu coração cada palavra dita por ele. Com fé.
Mudando de assunto. O meu Reveillon foi muito alegre. Tudo bom. Companhia, musica, comida.
Assim que eu tiver as fotos vou colocar aqui. Pra variar esqueci a máquina em casa. Mas a galerinha levou. Me aguardem.
Não preciso ficar repetindo o Feliz Ano Novo..rs..rs.mas...beijinho
Boa noite, estou caindo de sono.......